O espírito do "que caminha pelas matas", em nós habita. Que haja fôlego e disposição.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Parque Estadual do Guartelá - Tibagi(PR)


Parque Estadual do Guartelá - Canyon do Rio Iapó

Criado em 1992 com o objetivo de assegurar a preservação dos ecossistemas típicos, oferecendo aos visitantes uma excepcional beleza cênica como os “canyons”, cachoeiras e insinuantes formações rochosas, o Parque abriga o Canyon do Rio Iapó ou Canyon Guartelá, considerado o 6º maior Canyon do mundo em extensão, além de ser o único com vegetação nativa, conforme consta no Guiness, Livro dos Recordes.
O Canyon do Guartelá situa-se na porção centro-leste do Estado do Paraná, com centro aproximado localizado nas coordenadas 24º 32’S e 50º 17’W. Já o Parque Estadual do Guartelá situa-se na porção central do canyon, Bairro Guartelá de Cima, à margem esquerda do Rio Iapó. O próprio nome Guartelá foi dado devido ao nome do bairro tibagiano que abriga integralmente o Parque. Conforme a lenda, o nome “Guartelá” surgiu da expressão “Guarda-te-lá que cá bem fico”, utilizada por um morador da região ao prevenir seu “compadre” de um ataque indígena.
O Guartelá possui inúmeros atrativos, que configuram em belas paisagens, lugares misteriosos e insinuantes formações rochosas. Caminhar por suas trilhas ladeadas de vegetações rupestres, onde brotam em abundância plantas exóticas ou ainda pelas sinuosas trilhas entre os campos nativos, descobre-se belezas como a impressionante Cachoeira da Ponte de Pedra, com cerca de 200 metros de altura, que apresenta a formação de uma ponte cortando a cachoeira e sob a qual corre a água. Além desta maravilha natural podemos encontrar os “Panelões do Sumidouro” e o majestoso Rio Iapó que corta o desfiladeiro com grandes corredeiras.
Em meio a tanta beleza vemos marcas de diversas épocas passadas, deixadas por indígenas, jesuítas e tropeiros. Nos 32 km de extensão do Canyon do Rio Iapó, eles registraram parte de sua história, cultura e tradições. As marcas dos primeiros habitantes do Canyon estão registradas em pinturas rupestres feitas nas formações rochosas. O Guartelá também foi cenário das viagens dos destemidos tropeiros que percorriam os Campos Gerais, conduzindo o gado para comercialização na Feira de Sorocaba . O Parque funciona de quarta a domingo e feriados nacionais das 8 às 18 horas e não é cobrado taxa de entrada. Para a visita nas pinturas rupestres é necessário a prévia contratação de condutor local.

Para maiores informações é só ligar nos telefones (42) 3916 2150 / 3916 2151.






Cânion Guartelá é um cânion brasileiro situado no planalto dos Campos Gerais, entre os municípios de Castro e Tibagi, no Paraná. É considerado um dos maiores cânions do mundo, o 6° maior do mundo, e o maior do Brasil. O Cânion do Guartelá é uma garganta retilínea com cerca de 30km de extensão e desnível máximo de 450 metros. Foi escavado pelo Rio Iapó, que pelo cânion consegue atravessar a Escarpa Devoniana, paredão que separa o Primeiro do Segundo Planalto Paranaense.
A paisagem vista do alto do Vale do Rio Iapó, principalmente ao amanhecer, é surpreendente. A bruma que cobre os campos vai se escoando e, aos poucos, surgem copas de araucárias ou "pinheiros-do-paraná" centenárias e formações rochosas muito interessantes. Sinuosas, altíssimas, irregulares, recortadas em fendas, surgem duas cadeias de montanhas, separadas pelo leito do Rio Iapó.
Dentro do cânion Guartelá está o Parque Estadual do Guartelá, criado em 1992. Formado por um ecossistema extremamente rico e inúmeras atrações naturais. São várias quedas d'água, corredeiras, formações areníticas, vales profundos e inscrições rupestres, que podem ser conhecidas através de várias trilhas em meio à flora e fauna muito diversificada. Apesar de estarem muito danificadas pela ação humana.
Por lá são encontradas espécies de plantas que normalmente são vistas em lugares completamente distintos: samambaias e xaxins típicos da Mata Atlântica; cactos só encontrados na caatinga; imbuias e cambuís, que formam a vegetação de banhados. Há ainda uma grande quantidade de araucárias, copaíbas, ipês-amarelos, erva-mate, bromélias, orquídeas, palmeiras, barbas-de-bode, entre outras tantas espécies.
Quanto à rica fauna da região, destacam-se mamíferos como tamanduás-mirins, bugios, tatus, capivaras e até o lobo-guará e a suçuarana, ameaçados de extinção. Entre as aves, os destaques são a curucaca, falcão quiri-quiri, pica-pau-do-campo, tirivas, codornas, perdiz e jacu.
A beleza e a diversidade da região têm atraído cada vez mais visitantes para o local. Além das várias caminhadas, pode-se praticar também o rafting nos rios Tibagi e Iapó e o rapel em cachoeiras dessa região.
O Cânion Guartelá foi classificado como um dos sítios geológicos brasileiros, pela SIGEP, graças ao impressionante exemplo de cânion que corta os arenitos devonianos da Bacia do Paraná.




 Fonte: www.tibagi.pr.gov.br
           www.pt.wikipedia.com

PETAR - Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (SP)


Localizado no sul do Estado de SP, entre as cidades de Apiaí e Iporanga, está o PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira). Parque com mais de 300 cavernas, dezenas de cachoeiras, trilhas, comunidades tradicionais e quilombolas, sítios arqueológicos, paleontológicos... é realmente um verdadeiro paraíso escondido entre vales e montanhas e na maior porção de Mata Atlântica preservada do Brasil. Criado por um decreto em 1958 (Governo do Estado de SP), com cerca de 35 mil hectares de Mata Atlântica preservada, tornou-se depois da década de 90 um dos locais mais perfeitos para a prática de alguns esportes radicais com espeleo, rapel, bóia cross, cascading, bike e, de algumas atividades como educação ambiental e fotografia da natureza. 
No Petar você irá encontrar várias espécies de aves, mamíferos de grande porte: como pacas, antas e bugios; e muitas espécies de bromélias, orquídeas e palmito juçara. Além é claro de uma imensa quantidade de córregos e rios com águas cristalinas.´
Sem dúvida o que mais atrai os visitantes ao PETAR são as cavernas.
As cavernas existentes oferecem vários níveis de desafios. Há desde cavernas com enormes rios, com escaladas, mergulhos e rapeis à cavernas com estruturas turísticas, como escadas, passarelas e pontes.
Existem no parque Quatro Núcleos de Visitação, todos possum a finalidade de facilitar o controle dos visitantes e de proteger de forma mais organizada esse rico patrimônio. Eles estão localizados estrategicamente pela área total o parque, como o Núcleo do Ouro Grosso, que fica no Bairro da Serra (Iporanga) e serve de base de apoio para cursos de monitoria ambiental, seminários, reuniões e de alojamento para escolas públicas.

Somente 12 cavernas do PETAR estão abertas pra visitação.

Conheça um pouco mais dos Núcleos:

Núcleo de Santana: é o mais visitado do PETAR e onde estão algumas das principais cavernas, como Caverna de Santana, Caverna do Morro Preto e Caverna da Água Suja. Além de cachoeiras magníficas como: Cachoeira das Andorinhas, Betarizinho e Couto. Está localizado próximo ao Bairro da Serra (Iporanga) e ao Núcleo Ouro Grosso, onde ficam a maioria das pousadas e campings.

Caverna de Santana: Sem dúvida é a caverna mais linda do PETAR. Possuí cerca de 7 km de extensão, com salões magníficos. É muito utilizada para aulas de Educação Ambiental e fotografias. Nela estão os Salões das Flores, São Paulo, São Jorge, Takeupa e algumas imagens e curiosidades como o 'Buraco do Segredo', 'Pata do Elefante' e 'Cabeça do Cavalo'. Muitos desses Salões são de visitação extensiva ou restrita.
Somente 800 metros abertos à visitação.
Está no Núcleo de Santana.

• Caminhada externa: Fácil / 5 min.
• Caminhada interna: Fácil / 2 hs
Sua capacidade de carga atual é de 104 pessoas / dias. Com grupos de 08 pessoas em intervalos de 30 minutos entre cada grupo. Sendo o primeiro grupo a entrar às 9:00hs e o último às 15:00hs.

Caverna do Morro Preto: Esta caverna tem um dos mais belos pórticos de entrada de caverna do PETAR. A imagem do seu mirante interno, vista da boca, na contraluz faz com ela torne-se um cartão postal do parque.
Em sua boca foi encontrado vestígios que ela servia de abrigo para o homem primitivo.
Está no Núcleo de Santana.
• Caminhada externa: Média / 15 min.
• Caminhada interna: Média / 1 hs
Sua capacidade de carga atual é de 200 pessoas / dias. Com grupos de 08 pessoas em intervalos de 20 minutos entre cada grupo. Sendo o primeiro grupo a entrar às 8:00hs e o último às 16:00hs.

Caverna do Couto: Esta caverna é praticamente um conduto de drenagem de águas provenientes da serra da Onça Parda.
É um conduto único de 600 metros que atravessa o morro, até sair do outro lado em outra boca. A visão da mata de dentro da caverna é algo espetacular. Tem ligação com a Caverna do Morro Preto (Travessia do Aborto - área de visitação extensiva).
Está no Núcleo de Santana
• Caminhada externa: Fácil / 5 min.
• Caminhada interna: Fácil / 1 hs
Sua capacidade de carga atual é de 200 pessoas / dias. Com grupos de 08 pessoas em intervalos de 20 minutos entre cada grupo. Sendo o primeiro grupo a entrar às 8:00hs e o último às 16:00hs.

Caverna da Água Suja: Para se chegar até ela é necessário utilizar a Trilha do Rio Betari, outro atrativo à parte. Ela é uma caverna gigantesca, com grandes salões e cortada por um rio.
Tem aproximadamente 1.800 metros de desenvolvimento, sendo 800 metros turísticos. O desafio é chegar até sua cachoeira interna. Um banho na escuridão o espera.
Está no Núcleo de Santana
• Caminhada externa: Médio / 40 min.
• Caminhada interna: Médio / 2 hs
Sua capacidade de carga atual é de 152 pessoas / dias. Com grupos de 08 pessoas em intervalos de 20 minutos entre cada grupo. Sendo o primeiro grupo a entrar às 8:00hs e o último às 14:00hs.

Cachoeira das Andorinhas (35 metros): Sem dúvida a cachoeira mais bonita que há no PETAR. Tem um ar de exótica. Localizasse no final da Trilha do Rio Betari, outro atrativo à parte.
Não é possível nadar na sua piscina devido à forte queda d´agua.
+++ Acesso pelo Núcleo de Santana. 3 horas de caminhada até ela. Nível médio.

Cachoeira do Betarizinho (45 metros): Fica a 50 metros da Cachoeira das Andorinhas. Com menos água que sua vizinha, ela permite que o visitante entre debaixo de sua queda. A sua piscina natural permite até mesmo alguns saltos. Perfeito para fotos. O local é muito escorregadio, com isso todo cuidado deve ser tomado.
+++ Acesso pelo Núcleo de Santana. 3 horas de caminhada até ela. Nível médio.

Cachoeira do Couto (05 metros): Pequena queda mas muito bonita para se fazer fotos e tomar um banho. Sua água é muito gelada, pois ela sai diretamente de uma caverna, Caverna do Couto. Vale a pena conhecer e experimentá-la. Esteja com a câmera fotografica em mãos.
+++ Acesso pelo Núcleo de Santana. 05 minutos de caminhada até ela. Nível fácil.

Mirante do Núcleo de Santana: Vista do Vale do Rio Betari. Ao fundo estão as cavernas de Santana, Morro Preto, Couto e Água Suja. Observam-se os paredões de rocha cálcarea no vale.
Acesso pelo Núcleo de Santana. Carro ou caminhando. 5 min

Trilha do Rio Betari: Com certeza a trilha mais linda que há no PETAR. Toda ela é pela mata ciliar que protege o Rio Betari. Cruzando o rio em alguns pontos e passando em frente à bocas de algumas cavernas, como a Caverna da Água Suja e Cafezal, indo terminar nas Cachoeiras das Andorinhas e Betarizinho. Ótima para se fazer fotos da fauna e flora da região. Avistam-se bandos de Bugios, macacos, pacas, lontras e muitas aves.
Acesso pelo Núcleo de Santana. Percurso de 2 hs de caminhada.






Núcleo Caboclos: é um núcleo isolado do restante do PETAR. Nele estão as Cavernas da Teminina e Desmoronada. Magníficas. O acesso à essas cavernas não são tão fáceis. Único núcleo a possuir área para camping (dentro do parque). Somente a Caverna da Teminina e do Complexo Aranhas / Chapéu estão abertas a visitação.

Foi o primeiro núcleo de visitação a ser criado e está localizado bem ao centro do PETAR, no Bairro Espírito Santo. Possuí um relevo mais elevado em relação aos demais núcleos do PETAR, chegando a mais de 1000 metros de altitude em alguns pontos próximo à sua base.
É o único núcleo de visitação do parque que possuí em seu interior área para camping. Com lavanderias, banheiros e sanitários.
Pra entrar no núcleo é cobrado uma taxa de R$ 5,00 (visita diária) e de R$ 7,00 a pernoite para acampar.
No núcleo Caboclos estão algumas das cavernas mais lindas do PETAR, como a Caverna Temenina, a Caverna Desmoronada e a Cachoeira Sete Reis.
Localização:
Acesso no Km 294 da Rodovia SP - 250 (26 km de Apiaí ou 37 km de Guapiara), segue-se por 17 km pela Estrada do Espírito Santo (estrada de chão) até a base do Núcleo.
O Núcleo Caboclos está a cerca de 75 km do Núcleo de Santana e 43 km da Cidade de Apiaí.
Atividades:
  • Visita em Cavernas e Cachoeiras;
  • Caminhadas (curta, média e longa duração);
  • Camping;
  • Lazer e Recreação;
  • Atividades de Educação Ambiental.
Equipamentos e Infra Estrutura Turística:
  • Posto de Controle / Alojamento de Vigias (Base Tememina);
  • Casa da Administração;
  • Área de Camping - capacidade 60 pessoas;
  • Alojamento de Pesquisadores / Monitores;
  • Alojamento de Educação Ambiental - 20 pessoas;
  • Alojamento Funcionários;
  • Sanitários;
  • Lavanderia;
  • Estacionamento;
  • Equipamentos nas Trilhas e Gruta do Chapéu: degraus, pontes e sinalização
  • Atendido pelo Grupo Voluntário de Busca e Salvamento - GVBS
Atrativos:
  • Trilha do Chapéu: Percurso com cerca de 600 metros, acesso às cavernas: Chapéu Mirim I e II, Aranhas (galeria de rio) e Chapéu - circuito de cerca de 200 metros em ampla galeria ornamentada;
  • Trilha do Maximiano: visita às cachoeiras Maximiano e Sete Reis;
  • Pedra do Chapéu - É um Monumento Geológico formado por granito e apoiado em um afloramento de rocha calcária. O nome faz jus à formação;
  • Cachoeira Maximiniano - Mesmo acesso da cachoeira Sete Reis, só que a caminhada desta vez é rio acima. Possui duas quedas a maior com 6 m e uma piscina natural; 
 
  • Núcleo Casa de Pedra: nesse núcleo está a Caverna Casa de Pedra, caverna com o maior pórtico do mundo, cerca de 215 metros de altura. É permitido somente visitar o pórtico dela. Sendo a entrada proibida.
  • Núcleo Ouro Grosso: está localizado junto ao Bairro da Serra. Tem como principal atrativo a Caverna do Ouro Grosso, considerada por muitos a caverna mais difícil de se fazer do PETAR e a Caverna do Alambari de Baixo. Vale a pena conhecer.




O uso de lanternas, calça (até o tornozelo) e camiseta são necessários em todas as cavernas. Além de uma boa dose de energia e animação.
O ingresso do PETAR custa R$ 5,00 por pessoa (é necessário pagar aa entrada em cada um dos núcleos de visitação). "Não pagantes" somente crianças abaixo de 05 anos de idade, "melhor idade" acima dos 60 anos e portadores de necessidades especiais. Só é aceito pagamento em dinheiro (moeda Real -R$). Não são aceitos qualquer outro tipo de moeda (por ex.: Dólar) ou cheques.
Super importante, O PETAR NÃO ACEITA CHEQUES OU CARTÕES COMO PAGAMENTO DA ENTRADA NOS NÚCLEOS DE VISITAÇÃO.
Toda caverna do PETAR só pode ser feita com monitor local.
Não venha ao PETAR antes de contratar seu monitor local e se possível, agendar seu passeio, pois as cavernas possuem capacidade de carga. É comum, principalmente em feriados vários grupos deixarem de visitar as cavernas pela falta de monitores.



FONTE: www.petaronline.com.br

Marcha Sob Diferentes Terrenos

Antes de qualquer incursão numa mata, seja num local já trilhado, ou em vegetação cerrada, é sempre necessário que o aventureiro planeje, o caminho mais seguro, não o caminho mais fácil. Tomada essa precaução, serão raras as possibilidades de encontrar-se qualquer tipo de dificuldade para completar o caminho.
A velocidade da marcha, será determinada por uma série de fatores: condições do tempo (sol, vento, chuva, etc) condição física (declives e tipo do terreno ou piso) condições de tempo ( há a necessidade de se trilhar um caminho num determinado espaço de tempo) condição de carga ( necessidades de transporte de alimentos, àgua, vestuário, etc). Se por ventura, estiver caçando enquanto estiver na mata, dispor de um pouco mais de tempo no trajeto, para que você possa executar a tarefa durante o caminho - esta atitude, fará com que posteriormente você poupe energia em sua próxima parada, pois não há necessidade de se deslocar especificamente para a caça. Terá mais tempo para preparar o acampamento e descansar.



Orientação

Certamente, se você não estiver embrenhado em uma mata cerrada, ou em alto mar, sempre poderá usar o horizonte como indicador de orientação. Deve-se também, se em grandes pradarias, encontrar um morro, ou pico, que por estar acima do nível do solo, propiciará visibilidade à médio e longo alcance. É importante, que ao avistar determinada elevação que possa servir de local de orientação, você esteja certo de que aquele local, não lhe levará à ruína, afastando-o do salvamento. Sempre demarque locais durante o caminho, e este caminho, ao máximo possível, sempre deve ser traçado retilíneo. Usar a própria paisagem que o certa, também é excelente atributo para ser usado na marcação de sua posição no ambiente.
Se você estiver às margens de um riacho, percorrer um caminho costeando-o também certamente te levará à salvação, visto que a àgua, considerada nosso bem mais precioso, atrae todos os tipos de seres vivos. Certamente, depois de tempos de caminhada costeando o riacho, você encontrará civilização. Sempre haverá uma propriedade às margens dos riachos. Aquela água na qual se abastecem, trata de todo o mantimento de um estabelecimento rural. Outro fator importante, é que para se orientar no curso, e poder recordar de alguns trechos do caminho, você deverá memorizar, ou marcar, locais como, quedas d'água, penhascos, confluência de águas.


Marcha através de vegetação cerrada

Certamente, exceto em casos involuntários de inserção na selva, você estará munido de um facão de 18" na cintura. Ele será extremamente eficiente na abertura do caminho que você estará trilhando pela vegetação cerrada.
Esteja sempre de camiseta comprida, para evitar os arranhões e esquimoses. Muitas vezes, ao trilhar determinado terreno, sem essa precaução, poderá lhe acarretar infecções posteriores, e seu quadro de saúde será prejudicado. Outro grande problema que muitos por instabilidade psicologica, enfrentam é ficar desorientado devido à dificuldade de se identificar pontos de referência. No entanto, deve-se sempre, olhar além da floresta - observe através da imponência verde.
Mesmo que você esteja se movimentando lentamente, faça isso de maneira firme e decidida. Pare sempre para escutar e observar o ambiente. Para afastar a vegetação, e reduzir a probabilidade de desalojar, ou encontrar com formigas, escorpiões, aranhas, e cobras, deve-se usar um bastão, ou cajado. NUNCA se agarre ao mato, ou trepadeiras, que além de poder conter espinhos, pode ser esconderijo de algum animal perigoso.

Marcha através de terreno montanhoso

Pode ser pergoso e confuso marchar por terrenos montanhosos ou acidentados. O que à distância pode parecer como uma linha de altura no horizonte, pode esconder uma seqüência de linhas de altura, ou um vale. Em montanhas florestadas, as árvores que crescem nos vales, crescem tão vetiginosamente que atigem à mesma altura de árvores que cresceram no topo de alguma colina. Isso acontece pois, no fundo dos vales, quase que sempre, correm riachos, e no topo das colinas não. A abundância ou escassez de água, é fator preponderante no desenvolvimento das árvores do local.
Sempre que possível, evite marchar em terrenos montanhosos. Apenas em último caso, deve ser usada como recurso.
O deslocamento neste terreno, será tanto de subida , como de descida de terrenos acidentados. Antes de iniciar o percurso, planeje cuidadosamente o itinerário que você percorrerá. Certifique-se de que em todo o percurso, você terá onde poder se apoiar, e agarrar.
Nunca se agarre em rochas soltas.
Desloque-se continuamente usando as pernas para elevar seu peso, e as mãos para manter o equilíbrio. Mantenha sempre três pontos de apoio e contato com a rocha.
Caso disponha, leve consigo, equipamento de Rappel.


Marcha sob terrenos glacial

Exite uma maneira, a mais apropriada para descer um capo de neve íngreme. A técnica consiste em deslizar em pé, usando uma picareta, ou vara resistente com cerca de 1,5m como travador, e para escavar a neve. o instrumento também deverá ser usado para identificar fendas, ou falhas no gelo.
As fendas, aparecem geralemte, perpendicular à direção do deslocamento do gelo. Normalmente é possível contorná-las, pois elas raramente atravessam completamente o gelo. SEMPRE EVITE REGIÕES COM FENDAS.
Se estiver em um grupo de aventureiros, é necessário que todos estejam ligados por uma corda.
Subir uma enconsta íngreme congelada, será mais fácil, se escavar-se degraus em ascenção diagonal, mas há de se ter um cuidado muito grande com avalanches, e deslocamento parcial de neve.
Procure sempre seguir a direção do vento, ou mesmo locais onde há proteção contra as grandes correntes de ar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Na Natureza Selvagem





Na Natureza Selvagem, é um filme do famoso ator Sean Penn. Rodado em 2007, nos Estados Unidos, tem no elenco Émile Hirsch, Kristen Stewart, William Hurt, entre outros.
O filme, baseado em fatos reais, retrata a vida do americano Christopher McCandless, um jovem estudante universitário, que, ao terminar sua graduação, largou tudo partindo em uma jornada de aventuras pelo interior de seu país.
McCandless, tinha uma visão do mundo muito radical e apaixonada, e imerso em muita literatura, construiu para si próprio, o que deveria ser o modelo de vida necessário para sua experiência de vida. Leitor do filósofo norte americano Henry David Thoreau, do russo Liev Tolstói, entre outros grandes do pensamento e literatura, formulou categoricamente uma práxis de vivência (leva-se em consideração que,  tanto Thoreau, como Tolstoi, tinham pensamentos baseados no desapego material, e da prática mais humilde de vida).
Sendo assim Christopher, doou suas economias (cerca de 25 mil dólares) à caridade, armou-se de uma mochila nas costas, e sem avisar seus familiares, nos quais exceto a irmã, tinha problemas, partiu em direção à sua aventura. Saiu do estado da Georgia, no leste dos Estado Unidos, em direção ao oeste. Durante o caminho, abandonou seu automóvel, passando então a viver de carona. Assumiu o nome fictício de Alexander Supertramp (Alexander Superandarílho). Passou por inúmeros estados, e durante esse caminho, conheceu inúmeras pessoas especiais na sua história. Trabalhou no campo, como em serviços urbando para conseguir sua subsistência.
 McCandless (Hirsch) caminhando pela natureza
 Assim que chegou ao estado da Califórnia, Christopher, resolveu enfrentar uma nova aventura, descer um bravio e caldaloso rio em um caiaque. Sua intenção era atravessar a fronteira com o México sem ter que passar por Alfândegas e Departamentos de Imigração. Tentou nas vias legais, o que só seria possível êxito, no ano de 2012 - pouco mais de dez anos depois do dado momento. Vale lembrar que McCandleless, ou Supertramp se preferir, vivenciou essas aventuras entre os anos de 1990 e 1992. Depois de burlar a lei, consegui fdescer o rio e continuar sua aventura, no entanto, na volta do trajeto, ao pegar uma carona em um trem, o rapaz fora espancados por vigias da ferrovia, que justamente ficam atentos nos caroneiros.
Christopher McCandless descendo o rio de caiaque

Ao retornar aos Estados Unidos, McCandless partiu para a que seria sua maior aventura - se instalar durante uma temporada no Alaska. Acreditando que conseguiria prover o sustento do que a terra poderia lhe proporcionar, McCandless comprou um rifle, além de aprender técnicas para corte e conservação de carnes. Também estava munido de enciclopédias e livros sobre plantas comestíveis. Com sua bagagem teórica completa, ele seguiu rumo ao norte. E ao chegar a Rodovia Stampede, adentrou as terras selvagens, que apenas os caçadores de caribú tinham noção de como se relacionar com aquele ambiente hostil.
Logo em suas primeiras explorações do local, McCandless, descobriu um fvelho ônibus escolar estacionado em meio ao nada. Entrou no veículo, e percebeu que ali era uma estalagem para caçadores. Decidiu se estabelecer no local, onde viveria 6 meses.

Christopher McCandless numa foto diante o "Ônibus Mágico"

Durante um bom tempo, Christopher consegui dar conta de sua subsistência tranqüilamente naquele ambiente inóspito. Fora alguns problemas que ele teve em relação à conservação da carne de animais que ele abateu, na maioria do tempo, conseguiu desenvolver sua subsistência e suas reflexões. Todos os passos de McCandless fora documentado por ele em relatórios diários em seu caderno.
 McCandless exibindo suas caças
Longe de pensar em suas caças como troféu, McCandless tinha enorme respeito por todos os seres vivos

Com o passar do tempo, McCandless percebe que já pudera aproveitar tudo o que aquela experiência poderia lhe proporcinar, e assim, resolve trilhar seu rumo de volta para casa.No entanto, depois de uma estação de degelo, um riacho que por muito tempo esteve congelado, agora havia se transformado em fortes corredeiras. Sem poder sair dalí, McCandless permaneceu até descobrir uma solução para seu maior problema. Com o passar do tempo, suas provisões começaram a ficar cada vez mais escassas, e McCandless passa a enfrentar o grande dilema da fome. Começa assim, a entrar em colapso. Em suas tentativas de se alimentar, passou a buscar bagas e raízes para poder manter-se nutrido. No entanto, talvez devido à uma confusão mental provocada pela fome, Christopher se engana, e acaba ingerindo uma planta venenosa. Passa dias em estado de desenvolvimento de inanição, até que sua angústia culmina com sua morte. Tragicamente, por falta de preparo, muito mais psicológico, este rapaz, perde a possibilidade de sobreviver à tal adversidade em que se encontrava. Seu corpo fora encontrado semanas depois por um grupo de caçadores que passaram pelas imediações do "Ônibus Mágico".
Posteriormente, ficou atestado que as condições para que McCandless pudesse ter escapado daquela situação eram grandes, já que ele estava à menos de 2km do próximo vilarejo. No entanto, fora vencido pelos fator fome, que acabou gerando desespero, e instabilidade emocional. Trágico.

 McCandless, já visivelmente magro devido à sua temporada na natureza selvagem
Este é um bilhete de S.O.S escrito por McCandless, nele o rapaz explica a condição em que se encontrava

O Homem Urso

Este filme de 2005, do diretor alemão Werner Herzog, trata-se de um documentário sobre a vida de Timothy Treadwell.
Timothy Treadwell, tem uma história interessante. Durante sua juventude, teve envolvimento com teatro, o que lhe fizera pensar em seguir carreira. Treadwell também sempre teve comportamento controverso, até mesmo, tendo probelmas com autoridades. No final dos anos 80, Treadwell teve uma overdose de drogas, algo que fora um fator muito importante nas decisões dele à partir deste momento.
Depois de algum tempo depois da overdose, Timothy tomou uma decisão. Saíria de sua casa, para passar longas temporadas junto aos ursos pardos da região do Alaska, nos Estados Unidos. Sua intenção era protejer aquela espécie de urso, pois naquele ambiente, que era um dos poucos redutos destes animais, mesmo assim, sofriam baixas na taxa de população devido à caça predatória dos humanos.
Durante treze anos, ele dedicou suas atividades em prol da conservação dos ursos pardos. Além de ficar instalado em campo observando os animais durante verões consecutivos, Treadwell também, junto com alguns entusiastas que fora cruzando seu caminho durante o tempo,  criou uma ONG para a prática de preservação da espécie, além de trabalhos de conscientização das crianças em escolas através de palestras, e conferências.
Timothy Treadwell em sua prática de observação e convívio com os Ursos Pardos do Alaska

Pode-se dizer, que Treadwell passou por um processo espiritual, devido ao propósito que escolhera para sua vida. Dedicava-se integralmente à absorver o máximo possível no que tange a vida junto à natureza - mais especificamente com os animais. Esta postura, fez com que Treadwell ao longo de sua jornada, adquirisse admiradores, como também pessoas que acreditavam que ele se propusera à uma grande bobagem, um tanto quanto perigosa. Todo esse processo, se deu devido à exposição de Treadwell na mídia norte americana. Durante essas temporadas junto aos ursos, ele documentou cerca de mais de 100 horas de seu convívio e experiência junto à natureza gélida do Alaska. Estes vídeos, que foram usados como base para a construção do documentário de Werner Herzog, mostram um homem que era movido por um romantismo inebrieante. Alguns fatos são dotados da magnitude da beleza de uma ocasião, como a amizade feita com uma raposa, na qual Treadwell chamou de Spirit. É notável o nível de aproximação entre os dois - em alguns momentos a relação remete-nos à imaginar a relação entre um homem e o cachorro.
Outra situação que é no mínimo inusitada, é quando Treadwell, enfurecido pelo fato da escassez de chuva na região estar afetando o equilíbrio da cadeia alimentar dos ursos, proclama a maioria dos nomes de Deus, apelando para que houvesse uma intervenção divina, capaz de estabelecer o equilíbrio ambiental novamente. É notável o tom de provocação de Treadwell em seus dizeres. Ele basicamente desafia todas as egrégoras espirituais. Ao passo que os dias passam, dá-se a impressão de que os insultos proferidos por Treadwell, foram ouvidos - pois passa a chover ininterruptamente por semanas.
É notável tabém, que Timothy arriscava-se muito no contato com os ursos, muitas vezes chegando à tocá-los.
Timothy Treadwell e sua amiga, Spirit

No último ano em que esteve em campo. Timothy levou consigo, uma namorada chamada Amy Huguenard. E essa temporada, fora a última tanto de Treadwell, como de Huguenard, no planeta Terra. Ambos foram devorados por um urso pardo que se aproximou do acampamento. O fator preponderante para que essa fatalidade acontecesse, é que além de ter ficado mais tempo do que de costume em suas temporadas, durante esse tempo, houve crises de escassez de alimentos para os ursos que Treadwell tanto amava. E como os instintos selvagens dos ursos, nunca deixaram de perceber Treadwell como um belo pedaço de carne ambulante, e assim tanto ele como a namorada foram atacados.
É evidente que a fata de discernimento, e o furor da paixão aos urso, fez com que Treadwell, um frágil ser humano, optasse por se inserir dentro de um ambiente hostil da natureza selvagem. É lamentavel perceber que, um ser com um propósito tão belo, deixou-se levar pelo fulgor de sua paixão à natureza. Se houvesse sido tomadas grandes precauções, desde as mais práticas, como as mais subjetivas, Treadwell e Amy Huguenard certamente estariam desfrutando de suas vidas.

 Timothy, Spirit, e Mr. Chocolate (o urso que o devorou)
Timothy & Amy